terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Relatório sobre falhas geológicas pode afetar usinas nucleares



Por Uehara Yuu
Fonte:NHK World Press All Rights Reserved


Apresentamos agora o Comentário. Na segunda-feira, um comitê da Autoridade de Regulamentação Nuclear do Japão, que estuda as falhas geológicas localizadas sob instalações nucleares do país, divulgou o esboço de um relatório indicando que podem estar ativas duas dessas falhas sob a usina nuclear de Higashidori, na província de Aomori, região nordeste do Japão.

Conversamos com o Noriyuki Mizuno, comentarista da NHK, sobre o que poderá acontecer com a usina nuclear de Higashidori.

Mizuno diz: "acho inevitável que o esboço deste relatório tenha um grande impacto sobre o cronograma de reativação desta usina nuclear. Existe um reator nuclear perto da falha que, segundo este relatório, pode estar ativa. O comitê deve examinar também o impacto de outra falha situada imediatamente abaixo do edifício onde estão os reatores nucleares".

O esboço desse relatório indica que uma conclusão já foi tomada a respeito da questão das falhas ativas?

Segundo Mizuno, a Autoridade de Regulamentação Nuclear teria, originalmente, planejado resolver essa questão com base apenas no trabalho do comitê, mas teria recentemente mudado sua política. A autoridade pretende tomar sua decisão final depois de ouvir as opiniões de outros especialistas a respeito do esboço do relatório apresentado na segunda-feira.

O comentarista acrescenta que isso ocorre em meio a críticas crescentes sobre como esse órgão tem realizado seu trabalho. As companhias de energia elétrica, que podem ser forçadas a desativar seus reatores nucleares, dependendo da conclusão a respeito da questão das falhas geológicas, estão argumentando que não seria cauteloso tomar tal decisão com base num comitê formado por apenas cinco especialistas.

Outras objeções têm sido feitas também dentro do partido governista. Os cinco membros da Autoridade de Regulamentação Nuclear foram finalmente aprovados pelo Parlamento japonês na semana passada. Legisladores do situacionista Partido Liberal Democrático que representam distritos eleitorais onde há usinas nucleares e que são, portanto, simpatizantes da geração de energia atômica, não participaram da votação dos membros do comitê. Acredita-se que eles tenham expressado sua oposição à postura cautelosa do órgão no tocante à reativação das operações das usinas. A autoridade começa a perceber que não pode ignorar essas críticas e insatisfações.

Segundo Mizuno, deve aumentar também a pressão para o reinício das operações das usinas nucleares por parte de grupos de políticos e de empresários, sob a liderança de companhias de eletricidade. Segundo o comentarista, é óbvia a necessidade de ouvir as diferentes opiniões, mas a Autoridade de Regulamentação Nuclear do Japão precisa tomar suas decisões independentemente dessas opiniões e sem se deixar levar pela pressão exterior desses grupos.

Este foi o Comentário.

1 comentários:

  1. Eu gostaria de saber como seria tratado este assunto se fosse no Brasil.

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