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sábado, 19 de março de 2016

Pesquisadores da Universidade de Osaka desenvolvem tecidos do olho humano com células iPS




Um grupo de pesquisadores da Universidade de Osaka disse que desenvolveu uma técnica para criar células que podem formar vários tipos de tecidos do olho humano, utilizando células-tronco pluripotentes induzidas, ou células iPS, de humanos.
O grupo afirmou que irá apresentar à comissão de avaliação da universidade até o final de março de 2017 um plano para iniciar estudos clínicos.
A equipe, liderada pelo professor Koji Nishida, confirmou que o uso de uma proteína chamada laminin-511 permite o cultivo de agrupamentos redondos de células a partir de células iPS em cerca de um mês.
Cada um dos agrupamentos tem 4 camadas contendo diversas células que podem se tornar tecidos do olho humano, como por exemplo nervos, retina, cristalino e córnea.
A equipe criou uma camada da córnea com essas células, que foi transplantada para o olho de um coelho. A córnea funcionou.
O grupo pretende aplicar essa tecnologia para criar tecidos de córnea a partir de células iPS a fim de iniciar testes clínicos para pacientes que sofrem de perda ou deficiência da córnea devido a ferimentos ou doenças

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Pesquisadores japoneses usam células-tronco no combate ao câncer


Fonte: Nhk
Pesquisadores japoneses declararam que estão preparando um estudo clínico para combater o câncer com células imunológicas criadas a partir de células-tronco pluripotentes, também conhecidas como células iPS.

Os cientistas do instituto de pesquisas Riken e do Hospital Universitário de Chiba anunciaram seu plano de usar os linfócitos T conhecidos como NKT para combater células cancerosas.

O plano é criar cerca de 50 milhões de células NKT a partir de células-tronco e transplantá-las para pacientes com câncer.

Os linfócitos NKT atacam o câncer e diminuem os tumores. Este tipo de célula aparece naturalmente em humanos, mas não em quantidade suficiente para combater tumores grandes.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Japão realiza o primeiro transplante de retina cultivada em laboratório




Fonte:Agências

Uma mulher com degeneração macular, a principal causa da cegueira, recebe o primeiro transplante em humanos de célula iPS

O Japão deu, nesta quinta-feira, um salto qualitativo na pesquisa com células-tronco. Uma equipe médica do Instituto Riken, um dos mais respeitados do país, pela primeira vez no mundo fez um implante de células iPS humanas convertidas em retina, em uma cirurgia que se prolongou por duas horas.

A paciente é uma mulher de 70 anos que sofre de uma grave degeneração macular associada à idade, a principal causa de cegueira no mundo, revela o El País.

As células iPS, ou pluripotentes induzidas, são obtidas de simples células da pele do paciente e se transformam em qualquer um dos tecidos e tipos celulares do corpo, de tal forma que se evita toda a possibilidade de rechaço imunológico.

Além disso, são, até onde sabe hoje a comunidade científica, tão versáteis quanto as células-tronco embrionárias, mas ao contrário destas não despertam problemas éticos porque não exigem que um embrião seja destruído. Os obstáculos têm a ver com sua segurança.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Pesquisadores japoneses levantam mais dúvidas em relação a estudo sobre células Stap




Por Uehara Yuu
Fonte:NHK World Press All Rights Reserved
A NHK obteve a informação de que equipes de vários institutos de pesquisas do Japão divulgaram relatórios elevando as dúvidas sobre conclusões controversas acerca das células conhecidas como Stap.

A controvérsia teve início em janeiro, quando a pesquisadora Haruko Obokata, do Instituto Riken, e outros autores publicaram artigos na revista científica Nature.

Eles diziam que haviam criado com sucesso células usando uma técnica conhecida como Stap, ou seja, aquisição de pluripotência induzida através de estímulo na sigla em inglês.

No entanto, um painel interno de investigação concluiu, em abril, que Obokata teria falsificado e manipulado dados em seus artigos.

Um grupo de cientistas do instituto Riken, que tem base em Yokohama, nas proximidades de Tóquio, realizou seu próprio estudo sobre as células que, segundo Obokata, teriam sido criadas por meio da técnica Stap. O grupo utilizou dados genéticos de uma base de informações online.

Os resultados mostram que é bastante provável que Obokata tenha usado células de duas linhages de camundongos: B6 e CD1. Obokata diz que usou a linhagem F1.

A NHK obteve a informação de que outras equipes de vários institutos de pesquisa alcançaram conclusões similares às do grupo de cientistas do instituto Riken que investigou a pesquisa de Obokata.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Pesquisadora japonesa defende estudo sobre células Stap




Por Uehara Yuu
Fonte:NHK World Press All Rights Reserved

Na quarta-feira, em Osaka, Obokata, que pertence ao instituto Riken, declarou à imprensa que não pretende se retratar a respeito dos papers que ela e sua equipe publicaram na revista britânica Nature, em janeiro. A pesquisadora afirmou que só fará isso quando as descobertas provarem ser falsas.

Esta foi a primeira aparição de Haruko Obokata em público desde o surgimento da alegação de falsidade sobre o estudo de sua equipe envolvendo a chamada aquisição de pluripotência desencadeada por estímulo.

A equipe de Obokata reivindica a descoberta de um método rápido para reprogramar células maduras até um estado similar ao embrionário, tornando-as capazes de se transformar em quaisquer tipos de tecidos.

A pesquisadora se defendeu contra a investigação interna conduzida pelo Riken. Na semana passada, o comitê do instituto afirmou que um grupo de fotos que mostram a suposta capacidade das células Stap de se transformarem em quaisquer tipos de tecidos foi retirado de um outro experimento científico desvinculado e que isso consistia em falsificação.

Haruko Obokata argumentou ter utilizado fotos equivocadas. Ela disse estar de posse das imagens corretas e que não falsificou qualquer uma das fotos em questão.

Chefe de instituto de pesquisa japonês pede desculpas por controvérsias envolvendo células Stap




Por Uehara Yuu
Fonte:NHK World Press All Rights Reserved
O chefe do instituto japonês que se encontra no epicentro da controvérsia envolvendo as células Stap efetuou um pedido de desculpas, após um painel interno ter detectado conduta imprópria em pesquisa.

Na terça-feira, o presidente do Riken, Ryoji Noyori, manifestou pesar por causa da situação que macula a credibilidade da comunidade científica.

Noyori afirmou que seu instituto vai recomendar a retirada de um dos papeis depois que medidas apropriadas sejam seguidas, incluindo a chance para que os autores possam recorrer.

Ryoji Noyori declarou também que o Riken vai adotar medidas disciplinares severas contra os pesquisadores responsáveis.

Ganhador do Prêmio Nobel de Química, Noyori se comprometeu a adotar medidas para evitar a reincidência de conduta imprópria no instituto. De acordo com ele, o Riken vai reavaliar os fundamentos de sua educação sobre princípios éticos em pesquisa, além de revisar sua estrutura de gestão.

Ryoji Noyori afirmou que os próprios pesquisadores do Riken tentarão verificar a existência das células Stap.

Segundo ele, o instituto cooperaria irrestritamente com cientistas de fora, que tentarão replicar o método de produção das células Stap.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Espécie de tubo de tecidos musculares cardíacos é desenvolvida com uso de células de iPS



Por Uehara Yuu
Fonte:NHK World Press All Rights Reserved

Um grupo de pesquisadores de Tóquio criou uma espécie tubo de tecidos musculares para o coração, utilizando as chamadas células iPS.

A equipe liderada pelo professor Tatsuya Shimizu da Universidade Feminina de Medicina de Tóquio realizou um pronunciamento comunicando o feito.

Os pesquisadores afirmaram terem criado uma camada de células de músculo cardíaco, utilizando as células-tronco pluripotentes induzidas, ou IPS como também são conhecidas, que possuem a capacidade de se desenvolver em vários tipos de tecidos. Os estudiosos então cultivaram as células após colocarem-nas em um tubo de 2 centímetros de comprimento e 3 milímetros de diâmetro.

Os pesquisadores afirmaram que o tubo começou a se contrair de forma rítmica, de maneira semelhante ao coração, após 3 dias do início da cultura.
A equipe confirmou que o tubo fora capaz de gerar pressão e bombeamento. Além disso, foi afirmado ter sido a primeira vez que um tecido semelhante ao coração fora desenvolvido a partir de células iPS.

O professor Shimizu disse que seu grupo objetiva desenvolver um método para transplantar este tipo de tubo com capacidade de bombeamento para veias, de modo que possa auxiliar corações fragilizados por doenças.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O potencial e os mistérios da células STAP



Por Uehara Yuu
Fonte:NHK World Press All Rights Reserved

Pesquisadores do Instituto Riken do Japão conjuntamente com outras instituições, como a Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nova técnica para a criação de células-tronco. As novas células são chamadas STAP, iniciais em inglês de estímulo artificial para a aquisição de pluripotência. O novo método foi anunciado na quarta-feira e está chamando a atenção em todo o mundo como uma conquista pioneira além do senso comum da biologia. Hoje, para o Comentário, conversamos com o correspondente da NHK em Nova York, Hiroshi Yokokawa, sobre a nova técnica e como ela poderá ser utilizada.

Começamos perguntando por que as células STAP são tão importantes.

Yokakawa diz: "A grande vantagem é que, nesse processo, através de um estímulo externo, uma célula madura de um mamífero pode ser reprogramada para adquirir pluripotência, uma função que permite que a mesma se transforme em qualquer tipo de tecido ou órgão. Os pesquisadores puseram linfócitos, um tipo de célula de glóbulo branco do sangue, de filhotes de camundongos, numa solução moderadamente ácida por cerca de 30 minutos, deixando-os multiplicarem-se. Segundo a equipe, o processo ativou genes que mantêm a capacidade de se transformar em vários tipos de células.

A equipe implantou as células em camundongos e confirmou que elas se desenvolveram em tecidos de epiderme e de músculos, entre outros. O processo que permite a pluripotência de células é chamado de reprogramação. Anteriormente os pesquisadores tinham de realizar um processo complexo, como a inserção de certos genes no núcleo de uma célula, para poder reprogramá-la. O desenvolvimento de células STAP é inovador por provar que a reprogramação pode ser induzida de uma forma muito mais simples. Médicos e cientistas têm grandes esperanças de que este novo método possa proporcionar alternativas promissoras no tratamento médico com medicina regenerativa."

Segundo Yokokawa o grande desafio agora é saber se a técnica pode ser utilizada em seres humanos. Outra questão é que os pesquisadores ainda não desvendaram o princípio e o mecanismo que permite a ocorrência da reprogramação apenas com um estimulo externo. Por exemplo, a equipe envolvida nas pesquisas mais recentes usaram principalmente células de camundongos recém-nascidos, e descobriu que a probabilidade de criar células Stap bem sucedidas diminui a medida que aumenta a idade dos camundongos. Os pesquisadores tampouco conseguiram determinar a razão disso.

As células STAP representam um grande potencial e também muitos mistérios. Yokokawa conclui dizendo que pesquisadores de todo o mundo vão estudar questões relacionadas a essa descoberta para desvendar esses mistérios e para tornar o uso dessas células em seres humanos uma realidade.

Este foi o Comentário.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Pesquisadores trabalham para criação de células humanas do tipo STAP




Por Uehara Yuu
Fonte:NHK World Press All Rights Reserved

A equipe de Obokata anunciou, na quarta-feira, que obteve sucesso em reverter células de camundongos recém-nascidos para o estado embrionário através da imersão das mesmas em solução ácida de baixo nível. Eles denominaram sua nova técnica de ''aquisição de pluripotência desencadeada por estímulo'', de sigla STAP, em inglês.

Sasai, colaborador de Obokata, disse à NHK, na quinta-feira, que já estão realizando pesquisas em células de seres humanos e outros primatas. Mas, esclareceu que até agora só conseguiram êxito nas pesquisas cobrindo camundongos.

Sasai assinalou também que para que possam ser aplicadas no setor de medicina regenerativa em seres humanos, as células do tipo STAP necessitam ser obtidas a partir de células de seres humanos adultos.

No momento eles só obtiveram sucesso com camundongos recém-nascidos, não tendo êxito com camundongos adultos.

O pesquisador disse também que sua equipe espera desenvolver células do tipo STAP a partir de células de pessoas, inclusive de centenários, como no caso das cédulas iPS. As células iPS são criadas com a colocação de certos genes em células de adultos e, em seguida, cultivadas para formar qualquer tipo de tecido ou órgão.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Ganhador do Nobel de Medicina de 2012 elogia pesquisa sobre células STAP





Por Uehara Yuu
Fonte:NHK World Press All Rights Reserved

O professor Shinya Yamanaka, do Centro para Pesquisa e Aplicação de Células iPS da Universidade de Kyoto, afirmou que a pesquisa sobre células STAP é interessante.

Yamanaka ganhou o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina, em 2012, graças à sua pesquisa sobre as células iPS.

Segundo o professor, a pesquisa sobre células STAP representa uma importante conquista, que vai aprofundar o conhecimento sobre a inicialização das células.

Shinya Yamanaka afirmou ainda que a pesquisa pode ser vista como um novo método para a criação de células semelhantes às iPS, com potencial para aplicação em medicina.

Para Yamanaka, caso a técnica seja bem-sucedida com células humanas, os pesquisadores precisarão compará-la com métodos convencionais.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Perfil da cientista Haruko Obokata





Por Uehara Yuu
Fonte:NHK World Press All Rights Reserved


A cientista Haruko Obokata é uma grande autora de artigos sobre a nova técnica relacionada às células-tronco. A pesquisadora de 30 anos trabalha no Centro Riken de Biologia Desenvolvimental.

Obokata formou-se pela Escola de Ciência e Engenharia Avançada da Faculdade de Química Aplicada, vinculada à Universidade de Waseda.

Ela realizou estudos sobre as células-tronco e medicina regenerativa no Instituto de Engenharia Biomédica e Ciência Avançada da Universidade Médica Feminina de Tóquio.

A pesquisadora também estudou na Escola de Medicina da Universidade Harvard em Boston, sob a orientação do Dr. Charles Vacanti. Durante esse período, Obokata teve a primeira ideia que mais tarde culminaria na nova descoberta. Dr. Vacanti é co-autor dos artigos sobre as chamadas células STAP.

Obokata iniciou no ano de 2011 pesquisas abrangentes sobre a nova técnica que utiliza células-tronco no Centro Riken em Kobe no Japão. Ela passou a liderar uma equipe do laboratório no ano passado.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Aplicação de células STAP será estudada em seres humanos





Por Uehara Yuu
Fonte:NHK World Press All Rights Reserved

Um novo estudo conduzido por um laboratório japonês de pesquisa poderia levar ao desenvolvimento de um método mais rápido e seguro para criar células-tronco.

Espera-se que os cientistas avancem em seus estudos sobre qual técnica pode ser aplicada às células humanas.

Uma equipe liderada pela pesquisadora Haruko Obokata, do Centro Riken de Biologia Desenvolvimental, afirmou que obteve sucesso em reverter células de camundongos ao seu estágio embrionário ao molhá-las em uma solução moderadamente ácida por apenas 30 minutos.

A nova técnica foi chamada de STAP, ou seja, Aquisição de Pluripotência Desencadeada por Estímulo.

Comparadas às células iPS, que são criadas pela introdução de genes com determinadas características em células adultas, as células STAP podem ser geradas com mais rapidez e facilidade.

Espera-se que a nova técnica reduza os riscos de as células se tornarem cancerígenas.

Essas características são benéficas para aplicação em medicina regenerativa visando o tratamento de doenças e ferimentos.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Pesquisadores criam tecido do rim a partir de células-tronco





Por Uehara Yuu
Fonte:NHK World Press All Rights Reserved

Ryuichi Nishinakamura, professor da Universidade de Kumamoto, conseguiu, com sua equipe, cultivar o tecido do rim a partir de células-tronco humanas.

O tecido contém as principais partes do rim, incluindo o glomérulo e o tubo renal, podendo assim produzir urina como um rim humano, uma função que nunca havia sido possível reproduzir artificialmente.

Este avanço poderá, eventualmente, permitir aos cientistas a criação de rins para o transplante em seres humanos.

sábado, 14 de setembro de 2013

Fundo japonês vai investir em pesquisas com células iPS





Por Uehara Yuu
Fonte:NHK World Press All Rights Reserved

Um fundo de investimentos japonês decidiu oferecer 10 milhões de dólares a uma empresa inovadora para o desenvolvimento de tecnologia de produção de plaquetas sanguíneas com o uso de células-tronco reprogramadas - chamadas de células iPS.

O fundo japonês Innovation Network, que tem capital misto do governo nacional e do setor privado, fará o investimento na empresa Megakaryon.

Pesquisadores da empresa Megakaryon planejam iniciar até 2016 a realização de testes clínicos com plaquetas produzidas a partir de células iPS.

Plaquetas sanguíneas, que atuam na cicatrização de ferimentos, são usadas em transfusões de sangue após cirurgias. Também são usadas por pessoas portadoras de enfermidades que causam queda no número de plaquetas.

O seu suprimento depende de doações de sangue porque as plaquetas não podem ser armazenadas por longo tempo. Há receios de que ocorra uma grave escassez de plaquetas com o aumento da proporção de idosos na população japonesa.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Comitê do Ministério da Saúde do Japão aprova realização do primeiro teste clínico do mundo com a utilização de células iPS




Por Uehara Yuu
Fonte: Nhk World Press All Rights Reserved

Um comitê do Ministério da Saúde do Japão aprovou o primeiro teste clínico do mundo com a utilização de células-tronco pluripotentes induzidas, conhecidas como células iPS.

O comitê vinha considerando um pedido feito em fevereiro por um grupo de pesquisas do Instituto Riken de Kobe.

O grupo planeja utilizar células iPS para criar tecido da retina, que será usado na recuperação da visão de pessoas que sofrem de uma grave doença ocular conhecida como degeneração macular relacionada à idade.

As células iPS têm o potencial de se transformarem em qualquer tipo de tecido ou órgão do corpo humano.

Membros do comitê se encontraram pela terceira vez, na quarta-feira, em uma sessão a portas fechadas para avaliar o pedido e informações adicionais tanto de um ponto de vista ético como técnico.

Agora, o grupo vai começar a selecionar pacientes para o teste, que pode ser realizado já em meados do próximo ano.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Estudo identifica mudanças genéticas ligadas ao câncer



Por Uehara Yuu
Fonte:Nhk World Press All Rights Reserved
Uma equipe internacional de pesquisadores identificou marcadores genéticos que podem aumentar os riscos de 3 tipos de câncer.

Mais de 100 instituições de pesquisas de 34 países participaram do estudo, incluindo a Universidade de Cambridge da Inglaterra e o Centro de Câncer de Aichi, do Japão.

Os pesquisadores conduziram testes em 200 mil pessoas. Eles descobriram alterações que podem causar o câncer de mama, de ovário ou de próstata.

Os pesquisadores afirmam que determinadas mudanças genéticas comuns em pacientes de câncer não são vistas em indivíduos que não estão com a doença.

Foram encontradas 41 mutações características de câncer de mama, 23 assinaturas genéticas de câncer de próstata e 2 variações típicas de câncer de ovário.

Eles dizem que as mudanças genéticas não desencadeiam necessariamente o desenvolvimento de câncer, mas acreditam que cada variação aumenta o risco.
Os resultados foram publicados em diversas revistas científicas na quarta-feira.

terça-feira, 19 de março de 2013

Nova terapia para o câncer visa células-tronco



Por Uehara Yuu
Fonte:Nhk World Press All Rights Reserved
Pesquisadores japoneses afirmam terem descoberto que a função de agentes anticâncer é potencializada quando uma proteína específica em células-tronco do câncer é controlada. Eles dizem que a descoberta poderia levar ao desenvolvimento de um tratamento para a cura do câncer.

O grupo de pesquisas do Instituto Médico de Biorregulação da Universidade de Kyushu se concentrou na pesquisa de células-tronco de câncer, que, acredita-se, geram os tumores.

As células-tronco de câncer são resistentes a agentes anticâncer e estão relacionadas à recorrência e à metástase da doença, mas provavelmente não se multiplicam praticamente nunca.

A equipe usou ratos com leucemia mieloide crônica. Os genes dos ratos foram então manipulados e a função de uma proteína chamada Fbxw7 foi controlada. Segundo a equipe, verificou-se que esse processo ajudou as células-tronco a se multiplicarem.

Os pesquisadores declararam que os ratos que receberam agentes anticâncer tiveram, dois meses mais tarde, uma taxa de sobrevivência oito vezes maior do que a daqueles que não tiveram a proteína controlada.

Os pesquisadores acreditam que as células-tronco de câncer tenham se transformado, permitindo o trabalho mais eficiente dos agentes anticâncer. Eles dizem que, se uma substância que pode restringir completamente a proteína for identificada, seria possível desenvolver uma cura para o câncer.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Cientistas japoneses pedem permissão para realizar o primeiro teste clínico com células iPS



Por Uehara Yuu
Fonte:NHK World Press All Rights Reserved


Um grupo de pesquisadores do Japão requereu ao Ministério da Saúde do país permissão para conduzir o primeiro teste clínico do mundo com células iPS. O requerimento foi apresentado na quinta-feira por um grupo de pesquisa do Instituto Riken de Kobe liderado por Masayo Takahashi.

As células iPS têm o potencial de se transformarem em qualquer tipo de tecido do corpo. O teste objetiva melhorar a visão de pacientes com uma doença ocular degenerativa chamada degeneração macular relacionada à idade.

Os pesquisadores planejam gerar células iPS a partir de células da pele dos pacientes. Posteriormente, eles transformarão as células iPS em células da retina, aplicando um determinado tipo de proteína. Uma placa das células resultantes será transplantada para os olhos dos pacientes, com a esperança de que essas células ajudem a regenerar a retina. O transplante será feito em 6 pacientes.

Se o requerimento for aprovado pelo ministério, os pesquisadores começarão a selecionar os pacientes imediatamente.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Pesquisadores japoneses descobrem o mecanismo do mal de Alzheimer


Por Uehara Yuu
Fonte:NHK World Press All Rights Reserved


Um grupo de pesquisadores do Japão afirma ter identificado parte do mecanismo do mal de Alzheimer, usando a tecnologia da criação de células-tronco pluripotentes induzidas, conhecidas como células iPS.

O professor adjunto Haruhisa Inoue, do Centro para Pesquisas e Aplicações de Células iPS, da Universidade de Kyoto, lidera o grupo que divulgou as descobertas.

A equipe reprogramou as células que foram retiradas de 4 pacientes que sofrem de mal de Alzheimer em células iPS para se transformarem em células nervosas. As células iPS têm potencial para se desenvolver em qualquer tipo de células.

Os pesquisadores afirmam que confirmaram que uma proteína anormal chamada amiloide beta se acumulava dentro das células.

Eles descobriram também que a proteína provoca a morte de células nervosas, impedindo a formação de outros tipos de proteínas.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Equipe japonesa cria linfócitos T usando tecnologia de células iPS


Por Uehara Yuu
Fonte:NHK World Press All Rights Reserved

Pesquisadores japoneses afirmam ter conseguido usar a tecnologia de células-tronco pluripotentes induzidas, conhecidas como iPS, para produzir as chamadas células T, um tipo de glóbulos brancos que desempenha um grande papel na luta contra o câncer. A pesquisa aumenta a esperança de que células regeneradas possam ser utilizadas no tratamento de câncer e AIDS.

Uma equipe do Instituto de Ciências Médicas da Universidade de Tóquio, liderada pelo professor Hiromitsu Nakauchi, reprogramou células T, ou linfócitos T, em células iPS. As células-tronco criadas artificialmente têm potencial para se desenvolverem em qualquer tecido do organismo.

As células T foram extraídas do sangue de pessoas infectadas com HIV. Elas desempenham um grande papel no sistema imunológico.

Os cientistas cultivaram as células iPS por 10 semanas com outros glóbulos brancos do sangue para criar novas células T.

Eles afirmam que células regeneradas mantêm sua capacidade de reconhecer o vírus HIV como um corpo estranho. Eles descobriram também que as novas células T são capazes de multiplicar a uma velocidade 10 a 100 vezes mais rápido do que na sua forma original, além de ter um período de vida mais longo.
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