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Empresas japonesas estão investindo ativamente no Brasil, e a tendência é de que essas firmas contratem brasileiros que moram no Japão

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quarta-feira, 18 de abril de 2018

O bloqueio de páginas de distribuição ilegal de mangá

Fonte: Nhk World 18/04/2017
Na sexta-feira passada, o governo japonês anunciou medidas para combater a distribuição não-autorizada de mangás e animês japoneses pela internet. Será criada uma comissão contando com a participação dos setores público e privado que vai estudar a criação de um marco legal. A meta é bloquear o acesso a páginas ilegais de distribuição deste tipo de material. Serão afetadas somente páginas consideradas especialmente maliciosas mas, mesmo assim, alguns grupos na indústria são contra o bloqueio.

No Comentário de hoje, vamos ouvir o professor Tatsuhiro Ueno, da Escola de Direito da Universidade Waseda. O professor Ueno é especialista em direito de propriedade intelectual, e vai nos falar sobre a questão do bloqueio.

Ele diz: "Recentemente, o número de páginas ilegais aumentou acentuadamente. Este é o caso especialmente das páginas de mangás e animês. O governo anunciou planos de pedir às telecoms a adoção de medidas para bloquear estas páginas, numa tentativa de diminuir os danos. Até o presente momento, apenas páginas de pornografia infantil eram bloqueadas.

Segundo um grupo da indústria, seus dados mostram que uma certa página ilegal chega a ter 160 milhões de acessos por mês. Os acessos são, em sua maioria, feitos de dentro do Japão. Isto significa que o número de pessoas comprando mangás e revistas está diminuindo. Calcula-se que os prejuízos financeiros resultantes das páginas ilegais sejam de cerca de 2 bilhões e 800 milhões de dólares.

Muitas destas páginas ilegais não são hospedadas no Japão. Os servidores encontram-se no exterior, e seus operadores ficam em áreas que não podem ser identificadas. Nestes casos, como a lei de direitos autorais do Japão não se aplica e elas não podem ser processadas criminalmente, as páginas não podem ser detidas. Por isso, o governo decidiu pedir às telecoms o bloqueio do acesso de usuários comuns a estas páginas ilegais.

A Constituição garante a liberdade de telecomunicação. A Lei de Empresas de Telecomunicações protege a privacidade da comunicação com base na Constituição japonesa. Infratores desta lei podem ser processados criminalmente.

Alguns dizem que, em vez de pedir às telecoms o bloqueio do acesso sem um debate adequado sobre a questão, um marco legal deveria ser adotado em primeiro lugar. Sem tal medida, o governo poderia estender seu pedido para conseguir o bloqueio voluntário com base em outras questões além dos direitos autorais. Páginas poderiam ser bloqueadas porque o governo acreditaria serem maliciosas.

A recente decisão do governo japonês provocou fortes protestos não apenas das telecoms, mas também no mundo acadêmico. Desta vez, o governo praticamente pediu para que o bloqueio fosse executado sem um debate adequado. Sob um ponto de vista global, existem alguns países que bloqueiam ativamente páginas na internet. Acredito que o sistema do Japão deveria ser discutido após se estudar a situação nestes países.

sábado, 26 de novembro de 2016

Fidel Castro falece aos 90 anos em Cuba


Fidel Castro, ex-líder cubano, faleceu aos 90 anos de idade.
O presidente Raul Castro, seu irmão mais novo, anunciou, em rede de TV estatal na sexta-feira, o falecimento de Fidel às 10h29 da noite.
Fidel Castro liderou a revolução comunista que derrubou, em 1959, o governo apoiado pelos Estados Unidos. Durante a guerra fria ele estreitou as relações com a antiga União Soviética. Em 1962, o envio de mísseis soviéticos para o país provocou a denominada "Crise dos Mísseis de Cuba", colocando o planeta à beira de uma guerra nuclear.
Fidel transferiu o poder em 2008 ao seu irmão mais novo, Raul Castro, dois anos depois de sua saúde ter deteriorado, continuando a manter, contudo, sua influência política.
Cuba restaurou os laços diplomáticos com os Estados Unidos em julho do ano passado, encerrando décadas de hostilidades. Fidel apoiou a decisão do irmão em negociar a reaproximação.
O premiê japonês Shinzo Abe se reuniu com Fidel Castro em setembro, quando realizou a primeira visita a Cuba por um primeiro-ministro do país.
Fonte: NHK World

sábado, 5 de novembro de 2016

Governo japonês conduzirá levantamento sobre discriminação racial no país


O Ministério da Justiça do Japão vai conduzir seu primeiro levantamento em escala nacional sobre discriminação racial contra estrangeiros residindo no país.
O ministério vai enviar questionários pelo correio em meados de novembro para 18.500 estrangeiros residindo em Tóquio, Osaka e outras cidades.
O número de estrangeiros vivendo no Japão chegou a uma alta recorde de cerca de 2 milhões e 300 mil pessoas ao final de junho. Contudo, o aumento coincide com relatos de discursos de ódio direcionados contra minorias étnicas, em especial contra residentes coreanos.
A pesquisa vai perguntar a estrangeiros se já sofreram com a recusa na prestação de serviços devido a questões raciais, e se já presenciaram linguagem preconceituosa em manifestações, na internet, ou outros locais. Também será perguntado sobre sugestões para acabar com a discriminação.
O Ministério da Justiça vai publicar os resultados do levantamento até o final de março do ano que vem.
Fonte: NHK WORLD

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Japão quer atrair 40 milhões de turistas estrangeiros em 2020


O secretário-chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga, disse que o Japão vai se esforçar ainda mais para atrair ao país 40 milhões de turistas estrangeiros em 2020.
Suga deu a declaração na segunda-feira, após o Ministério do Turismo divulgar que o Japão já recebeu mais de 20 milhões de turistas estrangeiros neste ano.
De acordo com o secretário-chefe do gabinete japonês, o número aumentou muito por causa de medidas arrojadas do governo para promover o turismo. Em seguida, Suga disse que a política é um dos pilares da estratégia de crescimento implementada pela administração do premiê japonês, Shinzo Abe.
O secretário-chefe do gabinete do Japão também afirmou que a marca de 20 milhões representa somente metade do número de turistas estrangeiros que o governo quer atrair em 2020.
Segundo Suga, para atingir a meta de 40 milhões, a administração Abe vai tentar atrair investimentos do setor privado para alçar parques nacionais do Japão a padrões mundiais, criar comunidades atraentes com casas tradicionais japonesas, acelerar procedimentos de imigração em aeroportos e facilitar requerimentos para chineses, indianos, russos e pessoas de outras nacionalidades tirarem o visto de turismo.
Fonte: NHK WORLD

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Japão registra mais de 20 milhões de visitantes estrangeiros pela primeira vez


O Ministério de Turismo do Japão diz que o número de visitantes estrangeiros ao país este ano superou pela primeira vez a marca de 20 milhões no domingo. Esse número é superior ao recorde de cerca de 19,7 milhões registrado no ano passado.
O ministro de Turismo Keiichi Ishii divulgou os dados na segunda-feira. Medidas que facilitaram a requisição do visto de entrada e o aumento do número de lojas que não cobram imposto sobre o consumo contribuíram para o aumento do número de visitantes estrangeiros ao país. A ampliação de rotas aéreas entre o Japão e outros destinos da Ásia também contribuiu, atraindo um grande número de turistas da China, Coreia do Sul e Taiwan.
O governo japonês pretende expandir o turismo como parte de sua estratégia de crescimento econômico. Para atrair mais turistas, ele planeja melhorar aeroportos e portos, além de promover patrimônios culturais e parques nacionais em áreas regionais.
A meta do governo é dobrar o total anual de visitantes para 40 milhões em 2020, ano em que o país sediará a Olimpíada e Paralimpíada de Tóquio.
Fonte: NHK WORLD

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Japão cogita aceitar mais trabalhadores estrangeiros


O governo do Japão tem cogitado aumentar o número de trabalhadores estrangeiros que aceita no país. A medida serviria para lidar com a falta de mão de obra no setor agrícola e usaria zonas econômicas especiais.
Na terça-feira, um painel sobre Zonas Especiais para Estratégias Nacionais se reuniu para discutir desregulamentações que poderiam reviver economias regionais.
O prefeito do vilarejo de Ohgata, na província de Akita, na região nordeste japonesa, disse que aceitaria trabalhadores estrangeiros qualificados para solucionar a grave falta de agricultores.
O prefeito da cidade de Senboku, também em Akita, foi outro a comentar o assunto. Ele pediu para o governo japonês facilitar os requisitos necessários para certificar operadoras de serviços de viagens. Companhias autorizadas podem planejar e vender pacotes de viagens, o que atrairia mais turistas ao Japão.
O premiê japonês, Shinzo Abe, disse que as propostas discutidas são importantes porque o governo planeja reviver economias locais e promover o “engajamento ativo” de todos os cidadãos da sociedade.
Abe também afirmou que o governo vai imediatamente expandir discussões de propostas que não exigem revisões legais. De acordo com o premiê japonês, propostas que requerem mudanças em leis vão ser selecionadas na próxima sessão do Parlamento.
Fonte : Nhk

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Mudanças no setor industrial de eletroeletrônicos do Japão




O setor industrial de eletroeletrônicos no Japão encontra-se em uma encruzilhada. Quarta-feira a Toshiba — primeira empresa japonesa a produzir lavadoras de roupas e geladeiras — anunciou que venderia a sua subsidiária de linha branca para o Grupo Midea, da China. No sábado, divulgou-se que a Sharp aceitava oficialmente a oferta de controle acionário feita pela indústria de aparelhos de precisão Hon Hai, de Taiwan. Neste Comentário, Junjiro Shintaku, professor de pós-graduação da Faculdade de Economia, da Universidade de Tóquio, fala sobre o setor industrial de eletroeletrônicos do Japão.
— Que razões levam este setor industrial a enfrentar dificuldades no Japão?
“Acredito que haja uma variedade de razões, mas cabe dizer que uma delas é a concorrência. Um dos fatores é a ascensão das sul-coreanas Samsung e LG, e de diversas fabricantes de eletroeletrônicos chinesas, como o Grupo Midea, que recentemente adquiriu a subsidiária da Toshiba. Outro fator são os custos elevados de fabricação de produtos no Japão. A acelerada valorização do iene — que agora mostra recuo temporário — também embotou a margem de competição das empresas japonesas.
No entanto, diante da indagação quanto a uma continuidade desse quadro, a conclusão é de que não se trata exatamente disso. A remuneração dos trabalhadores está em alta na China. Houve um tempo em que se dizia que os custos trabalhistas no país fossem um décimo ou um vigésimo dos prevalecentes no país. Agora, são provavelmente um quinto ou um terço dos praticados no Japão. Nesse patamar, entra em cena a produtividade — outro fator que influencia a competição de custos. Existem fábricas no Japão em que a produtividade chega a ser de três a cinco vezes a da China. No conjunto, já há fábricas no Japão que produzem a um custo inferior ao de suas concorrentes instaladas na China. Não é preciso dizer que, nesta era atual da globalização, unidades de produção no Japão não são capazes de, sozinhas, suportar o encargo de vencer a concorrência. Ao mesmo tempo, percebe-se que são em geral fortes multinacionais japonesas com a sua fábrica matriz instalada no Japão. São empresas capazes de tirar o máximo proveito dos seus pontos fortes ao expandir sua atuação em âmbito global por ter uma forte base industrial no próprio país. Manter no Japão uma base capaz de atuar como núcleo é um fator fundamental para que a empresa torne-se vitoriosa globalmente.
A economia japonesa exibe sinais de recuperação, e há iniciativas para repensar o país como base industrial. A ocasião é propícia para restaurar e fortalecer o Japão nesse sentido.”
Fonte: NHK

terça-feira, 5 de abril de 2016

Brasil vai usar equipamentos de segurança nuclear da AIEA em Jogos do Rio




A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que vai ajudar o Brasil a implementar medidas de segurança nuclear nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro.
Na segunda-feira, a AIEA anunciou que entrou em acordo com o governo brasileiro para reforçar medidas contra o terrorismo nuclear. Em uma delas, a agência vai fornecer ao Brasil equipamentos para detectar radiação nos Jogos.
Na semana passada, durante a Cúpula sobre Segurança Nuclear em Washington, o diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, disse que o órgão tem a experiência necessária assumir uma responsabilidade maior em eventos esportivos de grande porte.
Fonte: NHK

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Foxconn anuncia a compra da Sharp e promete torná-la novamente líder mundial



A taiwanesa Foxconn anuncia a compra de 66% das ações da Sharp com valor mais baixo, em 30 de março. O sinal verde da Foxconn foi no valor de 388,88 bilhões de ienes, com 1 bilhão de ienes a menos do que o valor que estava sendo negociado em fevereiro deste ano, por conta da piora da saúde financeira da que já foi líder mundial de eletrônicos.
A Sharp, por sua vez, reuniu seu Conselho Administrativo na mesma data e anunciou que em 2 de abril fechará o contrato, transformando-se em subsidiária de uma empresa estrangeira.
Após a reunião do conselho da Foxconn, a gigante taiwanesa anunciou que fará a Sharp voltar a liderar o mercado de eletrônicos, recuperando a glória como empresa global.
A Foxconn é uma fornecedora dos produtos Apple e terá a oportunidade de ampliar os dispositivos à empresa da maçã, pois a tela dos produtos é da Sharp, no momento em que Apple está se preparando para a transição para as da Samsung.
Kozo Takahashi, presidente da Sharp e o presidente do conselho da Foxconn, Terry Gou, deverão se encontrar na cidade de Sakai (Osaka), em 2 de abril. Embora a Sharp queira manter a independência da gestão e o seu quadro de funcionários, pode ser que a Foxconn queira avançar para a reestruturação e reorganização da empresa.

sábado, 2 de abril de 2016

Governo japonês concede visto de trabalho para jogadores de video game profissionais




Há vários postos de trabalho que vem a mente quando se trata de obtenção do visto de trabalho para estrangeiros no Japão. Professor de língua estrangeira é de longe o mais comum para permitir o trabalho de forma legal no país.
Agora, porém, parece haver outra maneira de conseguir o visto japonês: ser realmente bom jogando video game.
Em janeiro, a “Detonation Gaming”, uma equipe de e-sports (jogos eletrônicos) sediada em Chiba, deu as boas vindas a Ki Hon Han e Sang Ho Yun. Os especialistas no jogo “League of Legends” conseguiram o visto para morar e trabalhar em tempo integral no Japão.
A Federação Japonesa de ESports elogiou a decisão do Ministério da Justiça, dizendo que é “um evento histórico” e que contribuirá para um maior nível competitivo a escala mundial. A certificação é a mesma concedida aos atletas profissionais estrangeiros ligados a equipes esportivas.
Fonte: RocketNews24

sábado, 26 de março de 2016

Razões para haver uma revolução nos modos de trabalhar no Japão



Nesta segunda-feira, uma comissão de especialistas criada pelo governo do Japão realizou um debate público sobre meios de diversificar os modos de trabalhar. O objetivo é ajudar as pessoas a manter o emprego quando cuidam dos filhos ou prestam assistência a familiares com idade avançada. A comissão, que atribui importância à diversificação dos modos de trabalhar, vem discutindo medidas concretas. Neste Comentário, o diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Econômica do Japão, Tetsuro Sugiura, aponta algumas razões para haver uma revolução nos modos de trabalhar no país.
“A principal razão é a constatação de que teria caído para 0,5% o potencial de crescimento econômico do Japão. Nesta época em que a força de trabalho do país se encontra reduzida em comparação com os períodos de crescimento econômico acelerado, impõe-se o desafio de restaurar certas taxas de crescimento. No Japão, houve um aumento no número de funcionários não efetivos — que já ultrapassam 40% da força de trabalho. Desse total, mais de 3 milhões são indivíduos aos quais não resta alternativa além de permanecer trabalhando como funcionários não efetivos. Esta realidade contribui para compor uma situação em que a remuneração dos trabalhadores não vem subindo no país como um todo. A remuneração acumulada pelos funcionários não efetivos ao longo da vida é menos da metade ou um terço da recebida pelos funcionários efetivos. É muito difícil, assim, para funcionários não efetivos, ter filhos ou formar família. Tem-se aí uma das causas básicas da queda na taxa de natalidade e do aumento na proporção de idosos na sociedade.
Além disso, existe no Japão a dificuldade das mulheres em conseguir emprego adequado aos seus anseios e à sua capacidade. Por exemplo, quando uma mulher retorna ao mercado de trabalho após o nascimento de um filho, em geral só recebe propostas de emprego não efetivo. Outro exemplo: quando ambicionam um cargo administrativo, as mulheres podem ter de desistir por causa da longa jornada da função ou por não encontrar uma creche para cuidar dos filhos.
Uma das características do modo japonês de trabalhar são as longas jornadas em vista da prevalência do sistema que as valoriza. A menos que desapareça essa ênfase, não seremos capazes de trabalhar de modos que sejam adequados às nossas habilidades e à nossa disposição.
Concretizar uma remuneração uniforme para trabalhos da mesma natureza, aumentar a quantidade de funções administrativas disponíveis para as mulheres e reduzir as longas jornadas de trabalho. Essas são as medidas importantes não apenas para a economia japonesa, como também para a sociedade como um todo, de maneira a proporcionar aos indivíduos oportunidades de trabalho que correspondam à sua disposição e à sua capacidade.”
Fonte: NHK WORLD


quarta-feira, 23 de março de 2016

Japoneses buscam incentivo e investimentos no Amazonas




Preocupados com as turbulências econômicas que atingem o Brasil e consequentemente as indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), empresários japoneses entregaram um requerimento ao governador do Amazonas, José Melo (PROS), solicitando a elaboração de um projeto que incentive as exportações de produtos dos segmentos de duas rodas e eletroeletrônico, fabricados pelas marcas japonesas na capital.
Durante o encontro, os japoneses também externaram preocupações relacionadas à indústria e ao comércio concernente ao agravamento, em janeiro deste ano, de fatores como infraestrutura, degeneração da economia brasileira e legislação trabalhista. A reunião ocorreu na sede do governo, na zona Oeste.
A comitiva teve como representante maior o embaixador extraordinário e plenipotenciário do Japão no Brasil, Kunio Umeda, acompanhado do cônsul geral do Japão, Kazuo Yamazaki, entre outros empresários representantes das 41 fabricantes japonesas instaladas no PIM.
De acordo com o embaixador do Japão, o Amazonas reúne mais de 20 mil descendentes japoneses e uma parcela de 41 empresas que integram a Zona Franca de Manaus (ZFM).
“Temos empresas que atuam de forma positiva na ZFM com o apoio do governo. Entendemos que o Brasil vive uma crise econômica e política, por isso, pedimos ao governador que colabore com as empresas japonesas para que possamos passar por essa crise”, disse o Embaixador do Japão. “O Brasil tem forte potencial e nossa pretensão é que as empresas visem trabalhos a médio e longo prazo”, completou.
Representantes dos segmentos econômicos e científicos japoneses ainda atuarão em parceria com as pastas Estaduais relacionadas à cultura, educação, meio ambiente e economia. O objetivo é criar novas alternativas, por meio das tecnologias estrangeiras, que resultem no aprimoramento dos diversos segmentos amazonenses. “Queremos aumentar o leque de oportunidades empresariais, estreitar as relações culturais, trocar informações técnico-científicas, o que vai ajudar o Amazonas e o Japão hoje e no futuro”, avaliou o governador.
FONTE: ECRAU

domingo, 13 de março de 2016

Salários no Japão aumentam pela primeira vez em 3 meses




Segundo uma pesquisa do governo do Japão, os salários reais aumentaram em janeiro, pela primeira vez em três meses.
Funcionários do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social divulgaram os resultados preliminares do levantamento sobre os rendimentos dos trabalhadores.
Os resultados mostram que os trabalhadores receberam uma média girando em torno dos 2.400 dólares em janeiro, um aumento de 0,4% em relação a janeiro de 2015, depois do ajuste da inflação.
Segundo os funcionários, os preços das commodities não aumentaram tanto quanto os salários dos trabalhadores, o que significa um aumento real.
Fonte: NHK

domingo, 6 de março de 2016

Tóquio vai oferecer novos subsídios para organizações de auxílio a estrangeiros





O governo metropolitano de Tóquio vai oferecer novos subsídios para organizações que promovem o aprendizado do idioma japonês entre residentes estrangeiros.
Atualmente, cerca de 450 mil estrangeiros residem na capital japonesa. Mas este número vem crescendo.
A partir de abril, novos subsídios vão ser oferecidos para organizações que ensinam japonês em nível avançado para estrangeiros. Serão beneficiadas também aquelas que auxiliam os estrangeiros a frequentar escolas de nível médio, universidades, e procurar emprego.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Cooperação com o Japão promove medidas antidesastre no Brasil


 Entre o final de maio e o mês de junho, esteve no Japão para treinamento com duração de cinco semanas uma equipe de 21 técnicos que atuam em medidas antidesastre no Brasil. Nos últimos anos, o país vem promovendo esforços neste setor e dando ênfase a medidas preventivas, como estratégia nacional.
Neste Comentário, o diretor do departamento de políticas de acessibilidade e planejamento urbano do Ministério das Cidades do Brasil, Yuri Rafael Della Giustina, fala de medidas que o governo brasileiro promove para reduzir os riscos de calamidades.
— Quais são as finalidades do programa de treinamento feito no Japão?
“Esta visita dos brasileiros ao Japão é parte das atividades previstas no acordo de cooperação entre o Brasil e o Japão que nós chamamos de ‘Projeto de Fortalecimento da Estratégia Nacional da Gestão Integrada de Risco em Desastres Naturais’, o qual nós apelidamos de ‘Gides’. Essa visita teve como objetivo específico o treinamento, a capacitação das equipes de brasileiros em mapeamento de risco e planejamento urbano visando a gestão de risco. Além do Ministério das Cidades, que é o coordenador do projeto, também fizeram parte o Ministério da Integração, o governo do Estado de Santa Catarina, as prefeituras de Nova Friburgo, Petrópolis e Blumenau, e a CPRM.

O Japão tem um histórico e um leque de desastres naturais que ocorrem que o Brasil até então não estava preparado para enfrentar. Então a experiência do Japão especialmente no registro, na base de dados destes desastres, que já vem de longos anos, foi uma coisa que impressionou muito os técnicos brasileiros. Em outubro próximo, vamos ter um outro treinamento de técnicos brasileiros aí no Japão com os temas mais específicos a ser prevenção, alerta e reconstrução.
Os técnicos brasileiros participaram de palestras de aulas administradas por diversas instituições japonesas.

Visitaram várias instituições, como por exemplo, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), o Ministério dos Transportes e Infraestrutura, as cidades de Kure e Hiroshima na província de Hiroshima, a província de Nagano, a Agência de Meteorologia do Japão, a Associação Japonesa de Meteorologia. Enfim, uma série de instituições que tratam sobre as questões de desastres naturais.”
— Por que o Brasil realiza esforços para reduzir os riscos de calamidades?

“Após o desastre de 2011 que envolveu o deslizamento de encostas e inundações especialmente na região serrana do Rio de Janeiro, houve um esforço do governo brasileiro em organizar toda a parte de gestão de riscos do Brasil.
Anteriormente se tinha uma frequência também de desastres, mas com os números bem menores. Sem dúvida as mudanças climáticas podem estar associadas a esse aumento de desastres naturais. E existe no Brasil também uma questão bastante complexa, que é a ocupação de áreas de risco especialmente por população de baixa renda. Mas não é uma exclusividade da população de baixa renda. Nós vimos, por exemplo, nestes desastres de 2011, áreas ocupadas por população de média e alta renda que foram atingidas por deslizamentos de encostas — áreas que até então se considerava seguras.
Então existe uma questão de ocupação, Por isso a cooperação japonesa traz um dos produtos, vamos dizer, o planejamento da expansão urbana, como um manual a ser desenvolvido em cooperação com os técnicos brasileiros para melhorar, então, para otimizar a ocupação de novas áreas para expansão da cidade. Toda essa produção técnica vai ser disseminada... bom, primeiro vai ser testada nos municípios-piloto, ajustada, e depois disseminada pelos demais municípios, especialmente pelos municípios que estão sujeitos a desastres naturais.”
Fonte: Nhk

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Japão relaxa regras para fortalecer turismo no país


O governo do Japão vai facilitar ainda mais a entrada no país para conquistar mais turistas estrangeiros, especialmente de outras nações asiáticas.
O número de visitantes estrangeiros no Japão alcançou 19,73 milhões no ano passado, o terceiro recorde consecutivo.
O governo vai facilitar o pedido de visto por parte de cidadãos vietnamitas que vêm ao país a negócios a partir da segunda-feira. No mês passado, visitantes indianos também tiveram as condições para o pedido de visto relaxadas.
O governo prepara também um novo sistema para visitantes da Coreia do Sul e de Taiwan. Eles vão poder completar o procedimento de entrada no país antes mesmo de partir com destino ao Japão.
Fonte: NHK WORLD

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Lucros corporativos no Japão crescem 30% no segundo trimestre



Uma pesquisa mostra que os lucros das empresas que fazem parte da Bolsa de Valores de Tóquio aumentaram mais de 30%, durante o período de abril a junho.
A empresa SMBC Nikko Securities fez um levantamento do total dos lucros antes dos impostos de 370 companhias que publicaram seus relatórios até a quinta-feira. Foi indicado que os lucros totalizaram um valor de cerca de 33 bilhões de dólares. Este montante é 32% maior que para o mesmo período no ano passado.
Analistas declararam que o iene enfraquecido beneficiou montadoras de automóveis, fabricantes de eletrônicos, e outras companhias que possuem amplos mercados internacionais. Eles disseram que preços mais baixos para combustíveis também contribuíram para maiores lucros de empresas de transporte aéreo e terrestre.
Enquanto isso, fabricantes de máquinas apresentaram diminuição nos lucros com as vendas estagnadas de equipamentos de construção na China, em meio à desaceleração econômica do país.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Premiê japonês nega que legislação de segurança nacional conduzirá à introdução do serviço militar obrigatório


O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, refutou a ideia de que a legislação de segurança patrocinada pelo governo conduzirá à introdução do serviço militar obrigatório no país.
Na quinta-feira, Abe falou diante de um comitê da Câmara Alta do Parlamento japonês que delibera a respeito dos projetos de lei sobre segurança nacional.
Uma integrante do situacionista Partido Liberal Democrático (PLD) afirmou que mães de crianças pequenas disseram a ela que compreendem a importância da defesa nacional, mas não querem que seus filhos sejam convocados. Segundo a legisladora do PLD, a população compartilha dessa preocupação.
Shinzo Abe, por sua vez, disse que o serviço militar obrigatório poderia ser considerado como servidão involuntária, que é proibida pela Constituição japonesa.
Abe acrescentou que não há como o governo mudar essa interpretação da Constituição. De acordo com ele, o Japão jamais introduzirá o serviço militar obrigatório mesmo sob futuros primeiros-ministros ou governos.
Outro legislador do Partido Liberal Democrático perguntou como o Japão vai garantir a segurança dos cidadãos japoneses sequestrados na Coreia do Norte, em caso de um confronto na Península Coreana.
Shinzo Abe respondeu que a cooperação com o aliado do Japão - no caso, os Estados Unidos - será muito importante nessas circunstâncias. Abe acrescentou que o Japão tem fornecido informações a respeito dos sequestrados ao lado americano e que pediria a ajuda de Washington no caso de uma emergência desse tipo.
fonte: Nhk

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Trading japonesa Mitsui faz oferta de compra de empresa brasileira de gás


A trading japonesa Mitsui está negociando a compra de parte da maior empresa brasileira do setor de gás. Segundo fontes, a Mitsui apresentou uma oferta de compra de ações da Gaspetro.
A empresa é subsidiária integral da Petrobras. Ações que valem 49% do patrimônio da unidade de gás da companhia foram colocadas à venda.
A Gaspetro tem quase 8 mil quilômetros de gasodutos e fornece gás para residências e empresas em 19 estados.
As principais tradings japonesas enfrentam dificuldades em meio à queda no preços de recursos como minério de ferro e petróleo. A Mitsui opera seu negócio de recursos naturais em uma proporção maior que outras tradings. Analistas dizem que a entrada da Mitsui nesse setor no Brasil representa uma tentativa de melhorar seus ganhos.
Fonte: Nhk

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Estrangeiros lotam departamento de imigração no último dia para a emissão do Zairyu Card


Os residentes estrangeiros empreenderam hoje (8) uma corrida de última hora para substituir os certificados do, agora extinto, registro de estrangeiro pelos novos cartões d
O Departamento Regional de Imigração em Shinagawa/Tóquio, ficou lotado nesta quarta-feira (8), último dia do prazo para efetuar a troca.
Houve um aumento tão acentuado nesta semana que o departamento de imigração precisou alocar funcionários de outros setores, disse o porta-voz Ken Saito. Apesar do aumento de servidores a espera pelo atendimento era mais longa do que o habitual.
Martin Koos, residente permanente que trabalha para a Embaixada da Suécia em Tóquio, reconheceu que foi sua culpa ter deixado a troca para a última hora. Koos disse que antes de efetuar a troca do cartão, precisou renovar o passaporte que já estava vencendo e, por isso, acabou se atrasando.
A troca era obrigatória para residentes estrangeiros com vistos de médio ou longo prazo, como aqueles casados ​​com cidadãos japoneses ou trabalhando para empresas japonesas, estudantes de intercâmbio, estagiários técnicos estrangeiros e residentes permanentes.
Segundo o Ministério da Justiça, a maioria dos residentes permanentes que não conseguiram fazer a troca dentro do prazo, pareciam estar sob a noção equivocada de que não precisavam adquirir o novo cartão porque, ao contrário dos residentes temporários, seu cartão de registro de estrangeiro estaria válido por até sete anos.
Esse foi o caso do consultor Martin Skye que trabalha em Tóquio. O canadense de 40 anos, disse que sabia sobre a necessidade da troca do cartão há muito tempo, mas pensava que ele estaria isento porque a data de expiração do seu documento era só no próximo ano. Ele disse que um de seus colegas de escritório corrigiu o equívoco.
“Meus colegas de trabalho me disseram que não importa quando o cartão de estrangeiro expira e que eu tinha que vir hoje”, acrescentando que precisou tirar o dia de folga do trabalho para providenciar a troca.
Apesar do longo tempo de espera, ele disse que o processo foi muito eficiente, observando que os funcionários da imigração pareciam estar preparados para o fluxo incomum. “Eles estão fazendo tudo que podem para facilitar para todos. Isso é uma coisa boa “, disse o canadense.
Embora concordando que a imigração lidou com a situação razoavelmente bem, o jornalista freelancer Jake Adelstein disse que não havia espaço para acomodar a todos. Ele disse que esteve no Departamento de Imigração em Shinagawa na terça-feira para fazer a troca de seu ID e que levou nove horas para concluir o processo.
Aqueles que perderam o prazo de 08 de julho podem enfrentar sanções penais, como até um ano de prisão ou uma multa máxima de ¥ 200.000. Mas o Ministério da Justiça diz que tais sanções são aplicadas em casos extremos e que os retardatários não devem hesitar em procurar a imigração para obter o novo cartão de identificação (zairyu card) mesmo após o decurso do prazo.
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